domingo, 23 de maio de 2010

Carismas - Um dom gratuito do Espírito Santo


Não se pode ter a luz sem o sol, a água sem a fonte, o calor sem a chama". O Espírito Santo derramou-se, não só em louvores e em testemunho, mas também na manifestação de uma série de graças que conhecemos com o nome de carismas. A partir do retiro de Duquesne, escreveu Patti Mansfield, "começamos a tropeçar, literalmente, com os carismas. Apareceu logo o carisma de profecia. E o de línguas. E o de cura...".

O termo carisma aparece 17 vezes no Novo Testamento, 16 em São Paulo, uma em 1Pe 4,10. Carisma é uma graça, um dom, um presente, um obséquio, um donativo, uma dádiva, algo que o homem não ganhou nem pode ganhar pelo seu próprio esforço nem pelos seus méritos.

A definição mais simples do que é um carisma poderia ser a seguinte: "um dom gratuito do Espírito Santo, destinado à edificação da Igreja", ou, usando palavras de São Paulo, "uma manifestação do Espírito para o bem comum". Essa é a finalidade dos carismas: servir, construir, edificar a Igreja dinamicamente. "Uma comunidade estará mais ou menos viva, será mais ou menos dinâmica, na medida em que no seu seio existam, cresçam e amadureçam os carismas". Uma Igreja sem carismas envelhece e perde todo o seu atrativo e formosura.

Os carismas podem ser dados a qualquer um, seja pecador ou santo, homem ou mulher, sábio ou ignorante, crente ou não crente, em qualquer circunstância e em qualquer momento. O Espírito Santo distribui-os com inteira liberdade, mas sempre tendo em vista o bem comum. O carisma é uma riqueza para todos, é uma graça para a comunidade.

São Paulo acolheu todos os carismas com alegria e agradecimento. E também nós os acolhemos: desde os maiores até aos mais pequenos e insignificantes. Qualquer manifestação do Espírito nos faz estremecer de júbilo. Mas é necessário um discernimento acerca de todas as manifestações que se apresentam debaixo da capa do Espírito.

A história tem sido testemunha de muitas manipulações. Poderia dar-se uma norma muito geral para o discernimento dos carismas: "Carisma que destrua, que divida ou desanime a comunidade não é um verdadeiro carisma. Pode-se detectar um alento poderoso que leva à confissão do senhorio de Jesus (lCor 12,3), à unidade, ao amor e ao amadurecimento da fé; produz-se paz e sossego, então leva a marca do Espírito de Deus".

De qualquer forma, o Senhor providenciou um meio eficaz para o discernimento dos carismas: a hierarquia da Igreja. Ela é que tem de discernir, em cada caso, se um carisma é autêntico ou não, se procede do Espírito ou não. Os pastores têm a tarefa delicada de discernir os carismas, mas ao mesmo tempo a de garantir-lhes um espaço na vida da Igreja. "Não extingais o Espírito, não desprezeis as profecias.

Examinai tudo e retende apenas o que for bom" (lTes 5,19-22). Não se pode aceitar nem recusar uma coisa porque gostamos dela ou não, porque me cai bem ou porque me cai mal. Os pastores da Igreja devem escutar essa advertência de São Paulo a todo o momento.

No Renovamento Carismático foram renovados quase todos os carismas mencionados por São Paulo nas suas Cartas. O Espírito está a abençoar a Igreja com carismas de louvor, de profecia, de cura de enfermos, de milagres, de palavra de sabedoria e de conhecimento, de falar em línguas, de evangelização e de pastoreio, de fé carismática...

Essa é uma das principais características desta corrente de graça e uma das suas contribuições mais belas para a Igreja dos nossos dias. Aqueles carismas antigos, conhecidos através das Cartas de São Paulo e dos textos dos Santos Padres, que tinham caído num estado de semiletargia ao longo dos séculos, foram renovados pelo Espírito. Estão aí, são visíveis nos nossos dias nos grupos do Renovamento, "estão a abrir o coração de tantos fiéis ao serviço e ao amor, à evangelização e ao testemunho, ao compromisso com a Igreja nas paróquias e em todas as instituições onde se promove a expansão do reino, até ao impossível, até à utopia do reino de Deus neste mundo e para estes homens".

Pode haver e há, de fato, outros dons e carismas, mas o Renovamento Carismático tem sido impulsionado pelo Espírito para trazer esses velhos carismas à vida da comunidade cristã. Por isso se fala de Renovamento Carismático. O despertar destes carismas foi uma surpresa do Espírito Santo para os nossos dias. "Queira Deus que o Senhor envie uma chuva de carismas para fazer fecunda, formosa e maravilhosa a Igreja, e, inclusivamente, capaz de chamar a atenção e de deslumbrar o mundo profano, o mundo laicizante" (Paulo VI, 10.Out.1974).

Espírito e carismas são duas realidades inseparáveis. Uma igreja sem Espírito e sem carismas não seria a Igreja de Jesus; um cristão sem Espírito e sem carismas está morto. Os carismas são autênticas oportunidades para a vida da Igreja. Uns podem ser mais úteis que outros e edificar mais a comunidade que outros, mas todos são graças que recebemos do Espírito Santo com alegria

quarta-feira, 7 de abril de 2010

domingo, 4 de abril de 2010

como entender esse amor

A Ressurreição: Morrer com Cristo, para com Ele ressuscitar



O tempo em que vivemos é propicio para tal: morrer com Cristo e deixar que Ele carregue nossas dores, desânimos, covardias, enfermidades, egoísmos, pecados enfim. Faz-se necessário também ressuscitar o que há de melhor em nós e que herdamos do próprio Deus – não esqueçamos fomos feitos a sua imagem e semelhança.
Muitos hoje estão vivos biologicamente falando, mas espiritualmente morreram e não ressuscitaram com Jesus. O pior de tudo irmãos, é que nossas igrejas estão cheias de “fiéis” assim, infelizmente. Acreditamos num Deus vivo e verdadeiro, que todos os dias nos ensina coisas belíssimas, mas não aprendemos a morrer e ressuscitar com Ele.
O catequista Paulo, nos ensina: “Fomos, pois, sepultados com Ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova.” (Rm 6,4)
Participar efetivamente da Semana Santa está além de observar atentamente seus acontecimentos . Morrer e ressuscitar com Cristo é ter uma atitude de mudança efetiva enquanto cristão, é perceber que o Reino está em cada um de nós se deixarmos e quisermos que Ele viva em nós verdadeiramente.
Hoje muitos sentem-se cristãos, tantos destes são catequistas, e dentre estes alguns se julgam prontos, no entanto não reconhecem que é preciso morrer. Temer a morte é encará-la como o fim e por sua vez não enxergar a vitória de Cristo sobre a mesma.
Mais uma vez, Paulo nos diz na I carta aos Coríntios 15,55: “A morte foi tragada pela vitória (Is 25,8). Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão (Os 13,14)?” . Despojemos-nos do espírito de morte que nos ronda e acreditemos piamente que podemos ressuscitar com Cristo em nossos sonhos, em nossos trabalhos pastorais para uma vida nova.
Faz-se necessário querer meus irmãos! Antes de tudo querer! Queira sem medo e diga para si mesmo: Preciso morrer com Cristo, para com Ele ressuscitar! Quero que morra comigo esta catequese enfadonha e desvinculada da realidade, quero que morra o pessimismo, o comodismo, a minha falta de fé. Quero que morra o ciúme , a inveja, minha incapacidade, minhas enfermidades, minha indiferença, minha auto-suficiência.
Que viva o Cristo Ressuscitado, que Ele viva e reine em meu lar, meu trabalho, minha catequese, em minha vida! Vivamos o projeto de Deus, a partir desta ressurreição meus irmãos, vivamos hoje e sem medos, pois Ele ressurgiu e levou consigo todas as nossas dores. Repito: é preciso crermos!
As nossas tribulações diárias não podem e não devem nos afastar da glória, por isso pensemos sempre que o sacrifício de Cristo não foi em vão e que mais ainda, não foi em vão que Ele Ressuscitou e vem a nós sempre. Confiai irmãos e tudo será menos difícil pois estaremos cada vez mais próximos do projeto que o Pai tem para nós.
Na alegria do Cristo Ressuscitado, que nos permite morrer e ressuscitar com Ele, despertemos para uma vida nova em seu amor!
Anunciando e denunciando,